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Superfaturamento
Sílvio Costa Filho protocola pedidos de investigação
03/12/2009
 
 

Acompanhado do ex-presidente da Empetur, José Ricardo Diniz, o deputado estadual Sílvio Costa Filho concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (2) sobre sua saída da Secretaria de Turismo do Estado. Em poucos minutos, o ex-secretário repetiu alguns pontos da carta que divulgou ontem à imprensa antes de entregar o cargo, mas não quis responder perguntas dos jornalistas.

"O que está em jogo é a nossa dignidade e a nossa honra. A partir de hoje, reassumo o mandato de deputado estadual e não tenho dúvida de que iremos continuar contribuindo com o desenvolvimento do nosso Estado", afirmou.

Tomé Franca, que ocupava a função de secretário executivo da pasta, também estava presente.

Em seguida, os três foram à Assembléia Legislativa, onde Sílvio Costa Filho entregou documento à presidência apoiando a abertura de uma CPI para investigar as denúncias de superfaturamento na contratação de artistas para shows no Recife e no Interior do Estado. Depois foram ainda à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal e protocolaram pedidos de investigações sobre o caso.

O pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia não foi bem aceita pelos deputados que apóiam o Governo. Para a bancada governista, no momento não há clima nenhum para a criação de uma CPI.

"Cabe a nós aguardarmos, do ponto de vista da Casa, o desfecho daquilo que forem os relatórios apresentados pelos órgãos competentes e, a partir daí, tomarmos algum tipo de iniciativa. Eu não vejo ambiente na Casa para se fazer uma Comissão Parlamentar de Inquérito", afirma o líder do Governo, Isaltino Nascimento (PT).

A deputada Terezinha Nunes (PSDB) afirmou que a bancada de oposição deseja sim levar adiante a abertura da CPI, mas acha pouco provável que o número necessário de votos seja alcançado. "Dificilmente a oposição consegue abrir CPI. Isso não é só aqui, é em qualquer lugar. O Governo tem ampla maioria na Casa, então precisava que o Governo de alguma forma liberasse deputados para assinar a CPI. A não ser que um ou outro deputado, por decisão própria, resolva fazer isso. Senão a gente vai ter que aguardar para ver o encaminhamento dessa questão e futuramente podermos abrir a CPI, quando houver esse número de votos determinado", explica.

 


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